Ouço passos.
Quem está ai?
É você?
Por favor, responda!
O vento que adentra pela porta entre aberta traz nele o teu perfume, e me
convence da tua presença.
Por que te calas?
Por que não deixastes um mapa do lugar pra onde partiste ou um bilhete
informando que voltaria?
Fala, diz pra mim o que te fiz pra que me abandonasse assim.
Deixa-me ao menos entender, qual foi à chave que abriu a porta da partida,
quem sabe assim eu possa trancá-la novamente.
Se não queres voltar eu compreendo, mas, por favor, escute-me.
Tenho te procurado, e apenas as lembranças me aproximam de ti.
Na aflição da tua ausência, sinto o medo que me envolve e congela todo
calor da alegria de viver.
Esteve sempre comigo desde que eu era menina,
mencionava teu nome mas nunca te dei a real importância que merecias.
Fui tola quando não acreditei que poderias mudar o rumo da minha vida,
e que bastava apenas acreditar em ti.
Não sei o que te dizer e nem como dizer, e como poderia? Se não sei o porquê
da tua partida .
Estou aflita, não posso e não sei viver sem você. Preciso de você, te peço:
Nenhum comentário:
Postar um comentário