Estou no quarto e meu olhar passeia por entre as quatro paredes que me circunda, avisto penduradas no cabideiro algumas roupas que usei, também vejo uma pilha de apostilas, livros, fotos de amigos e familiares, alguns “trequinhos” que estimo tudo em cima da cabeceira da minha cama. Penso o quanto meu quarto revela de mim, sim, ele expõem muito da minha personalidade e estado de espírito.
O ropeiro está cheio, alguns cabides ocupados por conjuntos de blazer novos, mas que não me servem, inúmeros vestidos, blusas e saias. Uma coisa me chama a atenção: quatro vestidos novos, lindos e que se adapta perfeitamente em minha silhueta, estão no fundo e nunca fora usados, cada um dentro de sua embalagem original, uma vez que poderiam estar expostos num lugar especial, talvez a frente da pilha de jeans que não uso (e provavelmente não irei usar), ou quem sabe pendurados juntos aos demais.
Reflito:
Existem muitas coisas velhas que já me foram útil, mas não servem mais, “blazer” novos que nunca usei, pois nunca me couberam e que estão ali impulsionados por uma esperança de que um dia me caiba, “vestidos” novos sendo esquecidos por que os velhos ocupam todo o espaço.
Até quando a coragem de desfazer-se do que não mais é proveitoso, se curvará diante da esperança que um reajuste poderá trazer de volta a utilidade que um dia existiu, ou foi esperada para cada peça ?
Esta reflexão continua...
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